Italiana morreu aos 29 anos vítima de feminicídio; quase seis meses após o crime, túmulo foi violado em cemitério na região de Bérgamo

BÉRGAMO (Itália) — Quase seis meses após ter sido assassinada pelo namorado, a modelo italiana Pamela Genini foi vítima de mais um crime. Ao reabrirem seu túmulo na segunda-feira (23), trabalhadores do cemitério de Strozza, na região de Bérgamo, relataram às autoridades que a cabeça da mulher havia sido roubada.
A italiana morreu esfaqueada em outubro de 2025, aos 29 anos, durante uma briga com o então namorado Gianluca Soncin, de 52 anos. O caso, que já chocou o país por se tratar de um feminicídio, ganhou um novo e macabro capítulo com a violação do túmulo.
Quem era Pamela Genini
Natural de Strozza, uma pequena vila na região de Bérgamo, na Itália, Pamela mostrava interesse pelo mundo da moda desde criança e chegou a participar de trabalhos fotográficos aos 8 anos. Durante a adolescência, decidiu investir na carreira que, mais tarde, a levaria a participar de grandes campanhas.
Aos 19 anos, ela participou de um reality show que aumentou sua visibilidade, principalmente nas redes sociais, nas quais costumava compartilhar a rotina de viagens e os bastidores do trabalho como modelo.
Além da carreira artística, Pamela era empreendedora. Ela administrava uma marca de biquínis com uma amiga e também atuava no mercado imobiliário de luxo, gerenciando imóveis em regiões litorâneas valorizadas.
O crime
Pamela foi morta em outubro de 2025, aos 29 anos, vítima de feminicídio. O principal suspeito e posteriormente condenado foi o então namorado, Gianluca Soncin, de 52 anos. Segundo as investigações, a modelo morreu após ser esfaqueada durante uma briga com o companheiro.
O caso teve grande repercussão na Itália e reacendeu o debate sobre violência contra a mulher no país. Soncin foi preso e responde pelo crime.
O roubo do túmulo
Na última segunda-feira (23), trabalhadores do cemitério de Strozza reabriram o túmulo de Pamela por razões não divulgadas pelas autoridades. Ao abrir o local, encontraram a cova violada e constataram que a cabeça da modelo havia sido removida.
As autoridades italianas foram acionadas e abriram uma investigação para apurar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou sobre o paradeiro da cabeça da vítima.
A família de Pamela ainda não se manifestou publicamente sobre o ocorrido. O cemitério de Strozza permanece sob vigilância enquanto as investigações seguem em andamento.
Repercussão
O caso chocou a Itália e ganhou repercussão internacional. A violação do túmulo, somada à brutalidade do feminicídio, levantou questões sobre a segurança em cemitérios e a integridade dos restos mortais de vítimas de crimes de alta comoção.
Especialistas em segurança apontam que crimes como esse podem estar ligados a rituais, vinganças ou até mesmo a colecionadores de objetos macabros, mas as autoridades italianas ainda não descartam nenhuma hipótese.
A imprensa local acompanha de perto o desenrolar das investigações, que seguem sob sigilo.
O caso Pamela Genini segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.









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