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A Bahia continua apresentando um quadro de vulnerabilidade social alarmante, com mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. De acordo com os dados mais recentes, o estado conta com 2,48 milhões de pessoas recebendo o benefício, enquanto o número de trabalhadores formais é de 2,14 milhões, conforme informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad).

Esses números refletem a fragilidade econômica enfrentada por muitos baianos. Segundo o economista Edval Landulfo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), a baixa inserção no mercado formal de trabalho enfraquece o poder de compra da população, resultando em uma série de dificuldades. “As pessoas, muitas vezes, passam necessidade, têm uma alimentação mais precária, deixam de fazer algumas atividades e, em muitos casos, não conseguem meios de transporte. Isso não favorece em nada a economia”, destacou Landulfo.

Em agosto de 2024, a Bahia ocupava a terceira posição no ranking dos estados com o maior número de beneficiários do Bolsa Família em relação aos trabalhadores com carteira assinada, ficando atrás apenas do Maranhão e do Pará. A diferença no estado baiano é de 340.000 pessoas a mais recebendo o auxílio do que trabalhadores formais.

Lyon Santos / MDS
Lyon Santos MDS

O Bolsa Família, criado em 2003, continua sendo uma das políticas públicas mais importantes para a população em situação de vulnerabilidade. Estudos indicam que o programa tem impactos positivos em áreas como escolaridade e renda. No entanto, os desafios econômicos persistem, especialmente em um estado que, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), apresenta a segunda maior taxa de desocupação do Brasil, com 9,7%, superada apenas por Pernambuco.

Esses números evidenciam a urgente necessidade de políticas públicas eficazes que possam aumentar a inclusão no mercado de trabalho e melhorar as condições socioeconômicas da população baiana.

Fonte: Correio 24 Horas
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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