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O preço do ouro alcançou um marco histórico nesta segunda-feira (13), superando pela primeira vez a marca de US$ 4.100 a onça, atingindo US$ 4.127,90. Este recorde renovou a máxima histórica registrada na semana passada, quando o metal ultrapassou os US$ 4.000 pela primeira vez. Em 2025, o ouro acumula uma impressionante alta de 56%, impulsionada por incertezas econômicas e geopolíticas, em um ano marcado por uma série de eventos que favoreceram sua valorização.

As tensões entre os Estados Unidos e a China desempenham papel central neste aumento. A escalada nas relações entre os dois países começou na semana passada, quando a China anunciou o endurecimento de suas regras para a exportação de terras raras, elementos minerais essenciais para tecnologias que vão desde baterias até inteligência artificial. Em resposta, os EUA anunciaram a imposição de tarifas de 100% sobre uma série de produtos chineses, intensificando o clima de incerteza no mercado global.

Além disso, a expectativa de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos tem contribuído para a valorização do ouro. A probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nas reuniões do Federal Reserve (Fed) em outubro e dezembro é estimada em 97% e 100%, respectivamente. Como o ouro não oferece rendimentos, ele tende a atrair mais investidores em momentos de redução de juros.

Foto: Freepik
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Outro fator relevante é o aumento da compra de ouro pelos bancos centrais ao redor do mundo, que têm reformulado suas políticas de reserva e voltado seus olhos para ativos considerados mais seguros. O economista Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor da ESPM, destaca que essa mudança de postura também contribui para o crescimento do valor do metal precioso.

Especialistas do Bank of America e do Société Générale preveem que o ouro poderá ultrapassar a marca de US$ 5.000 por onça até 2026, com o Standard Chartered ajustando sua previsão para US$ 4.488 já no próximo ano. O analista Phillip Streible, da Blue Line Futures, acredita que o ouro tem um grande potencial de continuar sua trajetória ascendente, podendo ultrapassar os US$ 5.000 até o fim de 2026.

Além do ouro, a prata também apresentou valorização significativa, subindo 4,36% e atingindo US$ 52,64 a onça, impulsionada pelos mesmos fatores que afetam o mercado do ouro.

Com a crescente incerteza econômica e geopolítica, o ouro se mantém como um ativo de refúgio seguro, com o mercado monitorando atentamente os próximos passos no cenário internacional.

Fonte: UOL
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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