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A líder opositora venezuelana María Corina Machado, recentemente condecorada com o Nobel da Paz de 2025, afirmou de forma contundente que a saída de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela é uma questão de tempo, seja por meio de negociações ou não. Em entrevista à agência AFP, Corina destacou que está disposta a oferecer “garantias” ao presidente para que ele deixe o cargo, mas reafirmou que a destituição de Maduro é inegociável e acontecerá independentemente da forma que isso ocorrer.

Desde o ano passado, Corina vive na clandestinidade após assumir a liderança na oposição a Maduro, especialmente após contestar as eleições que reconduziram o atual presidente ao poder, acusando-as de fraude. Ela também liderou massivas manifestações contra o regime, o que a levou a ser reconhecida com o prestigiado prêmio, em uma clara condenação internacional à permanência de Maduro no poder.

A escolha de Maria Corina para o Nobel gerou tensões diplomáticas entre a Venezuela e a Noruega. Três dias após a cerimônia de premiação, Maduro ordenou o fechamento da embaixada venezuelana em Oslo, alegando falta de explicações do governo norueguês, que lamentou a decisão. O Ministério das Relações Exteriores da Noruega também reafirmou que a escolha do Nobel é feita por um comitê independente, sem qualquer influência do governo.

Imagem: FEDERICO PARRA/AFP
Imagem FEDERICO PARRAAFP

Embora Maduro tenha se abstido de comentar diretamente sobre o prêmio de Corina, ele se referiu à líder da oposição de forma pejorativa, chamando-a de “bruxa demoníaca”. Corina, por sua vez, agradeceu ao Comitê Norueguês e confirmou sua intenção de viajar a Oslo para a cerimônia de entrega do prêmio, prevista para dezembro deste ano.

Enquanto isso, a pressão sobre o regime de Maduro continua a crescer, com os Estados Unidos enviando bases militares para regiões próximas à Venezuela. Em resposta, Maduro propôs debates com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora esses encontros ainda não tenham ocorrido.

A situação política da Venezuela segue instável, com o governo de Maduro cada vez mais isolado, enfrentando desafios internos e externos. Para a oposição liderada por Corina, a queda de Maduro é uma questão de quando, e não de se.

Fonte: uol
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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