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A crise política em Madagascar culminou com a queda do presidente Andry Rajoelina, após uma série de manifestações lideradas por jovens da Geração Z, que tomaram as ruas do país desde o final de setembro exigindo sua renúncia. O movimento ganhou força quando a unidade militar de elite Capsat declarou apoio às manifestações, contribuindo para um dos maiores protestos da história recente de Madagascar. Na terça-feira (9), o parlamento votou pelo impeachment de Rajoelina, acusando-o de abandono de cargo, e poucas horas depois, o presidente fugiu do país.

A crise teve seu auge quando Rajoelina tentou dissolver o parlamento e impedir a votação do impeachment. No entanto, sua tentativa foi rejeitada pelos legisladores, que consideraram sua ação “sem base legal”. Com a situação insustentável, as Forças Armadas, lideradas pela Capsat, assumiram o controle do país. Michael Randrianirina, coronel da Capsat, anunciou que um conselho composto por forças de segurança assumirá os despachos presidenciais até que um novo governo civil seja formado, com a nomeação de um primeiro-ministro.

Além disso, os líderes militares declararam a suspensão do Senado, da Corte Constitucional, do Conselho Eleitoral e de outras instituições estatais. A situação política de Madagascar entrou em um impasse, enquanto o país aguarda a formação de um novo governo.

Imagem: Luis TATO / AFP
Imagem Luis TATO AFP

O movimento de protesto, inicialmente liderado pelos jovens, cresceu exponencialmente com o apoio da Capsat, gerando um clima de revolta popular e o enfraquecimento do governo de Rajoelina. Esse apoio militar foi crucial para a queda do presidente, que não resistiu à pressão crescente.

Opinião do Diário do Povo:
A queda de Andry Rajoelina em Madagascar evidencia a força das novas gerações no cenário político atual. A mobilização de jovens através das redes sociais, como o TikTok, aliada ao respaldo de uma força militar influente, pode ser vista como um novo modelo de protesto, mais ágil e com grande capacidade de mobilização. Madagascar vive agora um período de incertezas, e o futuro político do país dependerá da construção de uma nova liderança capaz de restaurar a estabilidade.

Fonte: UOL
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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