No Dia Mundial do Pão, celebrado nesta quinta-feira (16), o mercado de pães industrializados no Brasil tem motivos para comemorar. De acordo com dados de junho deste ano, encomendados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi), mais de 95% dos lares brasileiros consumiram o produto, representando um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior.
O estudo também revela mudanças no perfil de consumo. O pão industrializado ganhou popularidade especialmente entre os jovens: lares com pessoas de até 29 anos registraram um aumento de 2,1%, enquanto os de 30 a 40 anos cresceram 1,4%. No entanto, houve uma queda de 2,5% no consumo entre pessoas com mais de 50 anos. O maior aumento no consumo veio das classes C e D/E, com uma alta de 4,1%, enquanto as classes A/B apresentaram uma redução de 3,5%.
Mas, afinal, o pão industrializado faz bem ou mal à saúde?

A nutricionista Bianca Naves, em entrevista ao SBT News, destaca que o pão, quando consumido de forma equilibrada e nas versões mais nutritivas, como o integral, pode ser uma boa opção na alimentação. “Pão e macarrão, quando escolhidos nas versões integrais, fortificadas e até com proteínas, são fontes importantes de energia, vitaminas, minerais e, principalmente, fibras”, afirma a especialista.
As fibras presentes no pão integral, segundo Bianca, ajudam a promover saciedade e controle glicêmico, além de favorecerem a saúde intestinal e o bem-estar mental. “Os carboidratos de qualidade têm um papel fundamental além da energia, sustentando a saúde intestinal e estimulando neurotransmissores como a serotonina, que estão ligados ao bem-estar e ao humor”, explica.

Como incluir o pão de forma saudável na rotina? Bianca sugere combiná-lo com outros alimentos saudáveis, como ovos mexidos, queijo e vegetais em uma refeição equilibrada. “Rejeitar grupos alimentares centrais em nossa cultura, como o pão, não só compromete a ingestão de nutrientes importantes, mas também torna a dieta insustentável”, alerta.
Em relação ao mercado, Claudio Zanão, presidente executivo da Abimapi, aponta que o setor de pães industrializados está em ascensão, impulsionado pela conveniência e pela busca por preços acessíveis, especialmente entre as classes emergentes e os jovens. O mercado de pães, até junho deste ano, registrou um crescimento de 7,8% no faturamento, atingindo R$ 8,3 bilhões, e um aumento de 3,5% em volume, com destaque para pães de hambúrguer e hot dog.
Embora o consumo de pães de forma comum esteja em alta, Zanão alerta para a necessidade de escolhas mais saudáveis, priorizando versões integrais, com menos sódio e açúcar, para garantir uma alimentação equilibrada.
Fonte: SBT
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.








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