A Rússia intensificou sua retórica contra os Estados Unidos, após o anúncio de novas sanções econômicas contra o país, e a recente decisão de Donald Trump de cancelar um encontro com o presidente Vladimir Putin na Hungria. Dmitry Medvev, ex-presidente russo e aliado próximo de Putin, acusou os EUA de realizar “um ato de guerra” com as sanções impostas, que visam pressionar o governo russo a aceitar um cessar-fogo na Ucrânia.
Medvev também ironizou a postura de Trump, que se autodenomina um “pacificador” e afirma ter resolvido oito guerras durante seu mandato, incluindo o conflito na Ucrânia. “O ‘pacificador’ embarcou totalmente em um caminho de guerra com a Rússia”, afirmou Medvev, destacando que as atitudes recentes de Trump alinham os EUA com a “Europa maluca”, em referência às suas alianças com os países da OTAN.
As sanções, anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, atingem gigantes petrolíferas russas como Rosneft e Lukoil, acusadas de financiar o governo de Putin e suas ações militares. Essas medidas são vistas como uma tentativa de pressionar o Kremlin a aceitar um cessar-fogo na Ucrânia, mas Trump sugeriu que as sanções não durariam muito, acreditando que elas poderiam “tornar Putin mais razoável” com o tempo.

Em um momento de crescente tensão diplomática, Trump, após uma reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que as conversas com Putin até agora não haviam produzido resultados significativos, o que levou ao cancelamento do encontro previsto. Apesar disso, ele deixou a porta aberta para futuros diálogos, dizendo que ainda acreditava na possibilidade de negociar um fim para a guerra, mas que, por ora, não parecia ser o momento adequado para um encontro com Putin.
Fonte: UOL
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.








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