A COP30, que será aberta na próxima segunda (10) em Belém (PA), deve trazer uma proposta polêmica: taxar jatinhos, fortunas e produtos de luxo para ajudar no financiamento de projetos ambientais. A ideia é levantar US$ 1,3 trilhão até 2035 para apoiar países em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas.
Entre as sugestões estão cobranças sobre o transporte aéreo e marítimo, impostos sobre moda de luxo, tecnologia, produtos militares e transações financeiras, além de uma taxa sobre grandes fortunas, que sozinha poderia render mais de US$ 1 trilhão.

O Brasil chega à conferência com uma missão importante: fortalecer o Fundo Tropical das Florestas (TFFF), criado para financiar a preservação ambiental. Segundo o ministro Fernando Haddad, a meta é arrecadar US$ 10 bilhões até o fim de 2026, mas por enquanto só US$ 2 bilhões foram garantidos, metade vinda do Brasil e a outra metade da Indonésia.
Antes da abertura oficial, o presidente Lula (PT) teve uma série de encontros com líderes estrangeiros para atrair novos parceiros e mais recursos. Ele se reuniu com nomes como Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia, Ding Xuexiang, vice-primeiro-ministro da China, e Sidi Ould Tah, do Banco Africano de Desenvolvimento.
A expectativa é que as discussões sobre as taxas e o fundo ambiental dominem a COP30 e definam os próximos passos do financiamento climático global.








Comentários