A CPI do INSS apertou o cerco e decidiu pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de mais cinco investigados por suspeita de envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas. A comissão também aprovou uma acareação entre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o famoso “Careca do INSS”, e o advogado Eli Cohen, para que os dois se expliquem frente a frente.
Segundo os parlamentares, há contradições nas versões apresentadas pelos dois sobre como funcionava o esquema que ficou conhecido após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, investigação que revelou um esquema bilionário de descontos ilegais nos benefícios do INSS, feitos sem autorização dos aposentados.
Os pedidos de prisão incluem nomes ligados a entidades que, de acordo com as investigações, usavam associações e clubes de benefícios para aplicar os golpes. Entre eles estão Felipe Macedo Gomes, Domingos Sávio de Castro, Rubens Oliveira Costa, Vinícius Ramos da Cruz e Silas Vaz. Todos são apontados como peças-chave na estrutura que movimentava o dinheiro e mantinha o esquema ativo mesmo com as apurações em andamento.

A CPI argumenta que os investigados podem fugir do país ou continuar praticando crimes, por isso quer que o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, autorize as prisões. Além disso, os parlamentares pediram a apreensão dos passaportes e novas quebras de sigilo bancário e fiscal dos suspeitos.
O grupo também planeja ouvir novas testemunhas, entre elas representantes da Dataprev e de empresas ligadas às fraudes. O objetivo é entender até onde o esquema se espalhou e quem mais se beneficiou com os descontos indevidos.
Com os novos pedidos, a CPI do INSS já soma 29 solicitações de prisão desde o início dos trabalhos — um sinal de que o Congresso quer mostrar resultado e pressionar por punições mais duras contra quem lucrou às custas dos aposentados.










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