0

Imagens de câmeras de segurança flagraram uma educadora agredindo uma menina de apenas 2 anos dentro de uma escola municipal em Paraí, na Serra do Rio Grande do Sul. O caso teria acontecido em agosto deste ano e só veio à tona após o pai da criança ser informado pelo gabinete do prefeito.

Câmera flagrou agressão dentro de sala de aula.

Nos vídeos, a servidora aparece puxando a menina à força e, em outro momento, puxando o cabelo de outra criança. A vítima faz parte da mesma turma em que, meses antes, duas educadoras foram flagradas agredindo um menino de 1 ano e 8 meses, crime pelo qual elas já foram indiciadas e respondem por tortura qualificada na Justiça.

O pai da menina conta que a família só foi avisada depois que a prefeitura começou a revisar as gravações das câmeras instaladas nas salas de aula. Segundo ele, o caso ficou sem resposta por semanas.

“Foi um mês de omissão da agressão por parte da escolinha na pessoa da diretora e do poder público municipal”, afirmou.

Ele diz ainda que, mesmo após o ocorrido, a filha continua frequentando a escola até o fim do ano, mas vai ser transferida em 2026.

“Ela mudou muito depois do ocorrido. Estamos levando ela em uma psicóloga infantil”, contou.

O pai também relatou que a prefeitura pediu para que os responsáveis não registrassem boletim de ocorrência, alegando que o próprio poder público faria isso — o que só ocorreu após a insistência da família, no dia 11 de setembro.

“Ela está bem, mas o que eu, como pai, senti e sigo sentindo é horrível. Não fiz justiça com minhas mãos pois minha filha precisa de mim”, desabafou. “Eu vou até o final, quero justiça. E não vou parar até não haver justiça.”

A Prefeitura de Paraí informou que afastou a educadora assim que o caso chegou ao conhecimento da administração e que um processo administrativo foi aberto em agosto e concluído em outubro. A servidora segue afastada, e a exoneração está sendo analisada.

O município também afirmou ter reforçado a segurança nas escolas, instalando 60 câmeras em salas de aula e áreas comuns, além de criar um centro de monitoramento que funciona durante todo o horário escolar.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

Você também pode gostar

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais em Polícial