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A Justiça dos Estados Unidos determinou que a turista brasileira Luisa Janssen Harger da Silva, hoje com 31 anos, seja indenizada em US$ 81,7 milhões, cerca de R$ 435 milhões, após ter sido atropelada por um trem do metrô de Nova York em 2016. Na época com 21 anos, ela perdeu o braço e a perna esquerda depois de cair nos trilhos na estação Atlantic, no Brooklyn.

ReproduçãoFacebook de Luisa Janssen

O caso foi analisado por um Tribunal Federal no Brooklyn, que concluiu que a Autoridade Metropolitana de Transporte (MTA) falhou ao não instalar medidas de proteção contra quedas, mesmo tendo recebido alertas sobre riscos desde 2011. A brasileira desmaiou enquanto esperava o trem com o namorado e acabou atingida pela composição.

Luisa ficou internada por 24 dias, passou por cirurgias, enxertos de pele e, desde então, utiliza próteses. Durante o julgamento, documentos apresentados pela defesa mostraram que a MTA rejeitou propostas de segurança que poderiam evitar acidentes como o dela. O advogado da brasileira, David Roth, afirmou ao New York Post que “a omissão diante de um perigo conhecido e evitável é a definição de negligência”.

A MTA, porém, “discorda do veredito” e pretende recorrer da decisão.

O caso da jovem não é isolado. Em 2024, um homem que caiu embriagado nos trilhos e também perdeu um braço e uma perna recebeu inicialmente US$ 90 milhões de indenização — valor depois reduzido para cerca de US$ 40 milhões. Esses episódios reforçam a pressão por mudanças no sistema de segurança do metrô nova-iorquino, um dos mais movimentados do mundo.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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