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Vladimir Putin aumentou o tom nesta terça-feira ao rejeitar a contraproposta apresentada pela Ucrânia e por líderes europeus ao plano de paz dos Estados Unidos. Ele disse que vê pouca vontade de negociação por parte da Europa e mandou um recado direto. Segundo ele, se a Europa quiser guerra, a Rússia estaria pronta agora. Para Moscou, as mudanças sugeridas por Kiev e pelos aliados europeus são completamente inaceitáveis.

O plano original dos EUA previa concessões pesadas para a Ucrânia, como entregar cerca de 20% do território para a Rússia, abandonar de vez a entrada na Otan e reduzir bastante suas forças militares. Os europeus tentaram suavizar o texto e sugeriram, por exemplo, que o Exército ucraniano tivesse 800 mil soldados em vez dos 600 mil propostos inicialmente.

Mesmo assim, Putin recusou a nova versão. Ele recebeu em Moscou o enviado especial do governo americano, Steve Witkoff, que levou o texto ajustado com sugestões da Ucrânia e de governos europeus.

Foto Sergei Ilnitsky Reuters

Enquanto as discussões continuam, a Rússia avança no campo de batalha. Na segunda-feira, o Kremlin afirmou que suas forças tomaram Pokrovsk, uma cidade estratégica no leste da Ucrânia que vive combates intensos há meses. Putin foi informado pessoalmente e o governo russo divulgou imagens de soldados hasteando a bandeira na região. Do outro lado, a Ucrânia contesta a informação e diz que ainda mantém posições no norte da cidade, enquanto unidades russas seguem avançando pelo sul.

Se a tomada de Pokrovsk for confirmada, a Rússia ganha um ponto importante para seguir avançando no leste e pode até comprometer rotas de abastecimento ucranianas.

Os avanços também aparecem em outras frentes. Moscou afirmou ter entrado em Vovchansk, perto de Kharkiv, mas isso ainda não foi verificado de forma independente. A região já vem sendo destruída por confrontos desde 2024.

Hoje, mais de 19% do território ucraniano está sob controle russo, e especialistas dizem que o ritmo de avanço é o mais rápido desde 2022. Isso aumenta a pressão sobre qualquer tentativa de acordo diplomático. Enquanto isso, Volodymyr Zelensky segue viajando pela Europa e reforça que os combates continuam intensos. Especialistas alertam que, se Pokrovsk cair de vez, a Rússia pode transformar a cidade em uma base regional e ampliar o risco de cerco às tropas ucranianas em outras partes do front.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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