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Um depoimento que chegou à CPMI do INSS agitou o Congresso nesta quinta-feira. Segundo o relato feito à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “Careca do INSS” —, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria recebido uma mesada de aproximadamente R$ 300 mil paga pelo empresário.

Além da mesada, a testemunha afirma que houve ainda um repasse de R$ 25 milhões para o filho do presidente. O documento não especifica em qual moeda esse valor teria sido pago. As declarações foram divulgadas pela jornalista Mariana Haubert, do site Poder360, e confirmadas por integrantes da CPMI.

Reprodução do Instagram

O depoimento também aponta que Lulinha teria viajado diversas vezes com o “Careca do INSS”. Esses relatos já estão em mãos dos parlamentares e devem entrar em debate na sessão de hoje da comissão. Edson Claro afirma estar sendo perseguido por Antunes, motivo pelo qual decidiu entregar as informações às autoridades.

O tema reacende a polêmica em torno da mudança de Lulinha para Madri, na Espanha, no meio deste ano. Segundo fontes ouvidas pela coluna, a decisão de deixar o país teria relação com as denúncias envolvendo o empresário investigado. A volta ao Brasil, de acordo com essas mesmas fontes, só estaria prevista para depois do término do mandato do presidente Lula.

Antes disso, parlamentares da oposição tentaram levar Edson Claro para depor na CPMI, mas a convocação acabou barrada pela base governista. Mesmo sem o depoimento presencial, o relato dele agora circula formalmente entre os membros da comissão e deve orientar os próximos passos da investigação.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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