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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de declarações neste domingo (11/1) direcionadas ao governo de Cuba, ampliando a pressão diplomática na América Latina após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e o fim do apoio financeiro de Caracas à ilha caribenha.  

Trump participa de evento de Ação de Graças Foto ANDREW CABALLERO REYNOLDS AFP

Em posts na sua rede social Truth Social, Trump escreveu que “não haverá mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba – ZERO!”, afirmando que Cuba dependeu por anos de grandes quantidades de apoio venezuelano e agora deveria fechar um acordo com os EUA “antes que seja tarde demais”.  

Ele explicou que, no passado, a ilha recebeu petróleo e fundos da Venezuela em troca de “serviços de segurança” prestados aos governos de Hugo Chávez e Maduro. Segundo Trump, esse arranjo acabou com a recente ofensiva americana.  

Pouco depois, Trump republicou uma mensagem de outro usuário sugerindo que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, poderia assumir a presidência de Cuba. No comentário republicado, Trump escreveu: “Parece bom para mim!” — apoiando a ideia, ainda que de maneira simbólica.  

Resposta de Cuba

O governo cubano, por meio do presidente Miguel Díaz-Canel, reagiu com firmeza às declarações de Trump. Em publicação nas redes sociais, Díaz-Canel afirmou que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos” e defendeu a história de resistência do país frente aos Estados Unidos, que ele acusou de ataques constantes há mais de seis décadas.  

O líder cubano também declarou: “Cuba não ataca; ela é atacada pelos EUA há 66 anos, e não ameaça; ela se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue” — uma resposta dura ao tom das ameaças americanas.  

Contexto regional

As declarações de Trump ocorrem em meio a um cenário geopolítico tenso na região, com os Estados Unidos fortalecendo sua posição após a operação que resultou na captura de Maduro na Venezuela. O anúncio de que Cuba deixaria de receber apoio venezuelano, num momento de dificuldades econômicas e apagões na ilha, adiciona uma nova camada de pressão.  

As tensões levantam questões sobre o futuro das relações entre Washington e Havana, tradicionalmente marcadas por décadas de embargo econômico e rivalidade política.  

Principais pontos das declarações de Trump:

• Ele afirma que Cuba deixará de receber petróleo e dinheiro da Venezuela.  

• Trump recomenda que o país faça um acordo com os EUA “antes que seja tarde demais”.  

• Ele republicou mensagem sugerindo que Marco Rubio poderia ser presidente de Cuba, com o comentário “Parece bom para mim!”.  

• O presidente cubano respondeu com firmeza, ressaltando soberania e direito de defesa nacional.  

Essa escalada de retórica mostra um momento de forte atrito nas relações entre os dois países, enquanto a política externa americana na região se torna mais assertiva após os recentes eventos na Venezuela.  

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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