0

A brasileira Juliana Peres Magalhães, ex-babá presa nos Estados Unidos desde 2023, afirmou em depoimento à Justiça que o ex-patrão e amante, Brendan Banfield, planejou a morte da própria esposa para que eles pudessem viver juntos. Após mais de um ano em silêncio, Juliana decidiu colaborar com as autoridades e apontou Banfield como o mentor do crime.

Segundo informações da Associated Press, a ex-babá declarou que resolveu falar porque “queria que a verdade viesse à tona”. Ela é acusada de envolvimento nas mortes de Christine Banfield, sua patroa, e de Joseph Ryan, homem atraído para uma emboscada.

Juliana Peres Magalhães: brasileira está presa nos Estados Unidos por participar da morte de sua ex-patroa e de um homem que conheceu em uma rede social. — Foto: Tom Brenner/AP
Juliana Peres Magalhães brasileira está presa nos Estados Unidos por participar da morte de sua ex patroa e de um homem que conheceu em uma rede social Foto Tom BrennerAP

Durante o julgamento, Juliana contou que ela e Banfield criaram um perfil falso em nome de Christine em uma rede social voltada a fetiches sexuais. Foi por meio dessa conta que Joseph Ryan foi atraído até a casa da família. O encontro teria sido combinado com a falsa promessa de uma experiência sexual que envolveria o uso de faca.

De acordo com a versão apresentada no tribunal, Ryan foi morto a tiros e a cena foi montada para simular que ele teria atacado Christine Banfield, que também acabou assassinada. “Eu simplesmente não conseguia mais guardar para mim aquele sentimento de vergonha, culpa e tristeza”, disse Juliana ao relatar a farsa criada para enganar a polícia.

Inicialmente, a brasileira foi acusada de homicídio em segundo grau pela morte de Ryan. Depois, a acusação foi reduzida, e ela se declarou culpada por homicídio culposo. Agora, seu depoimento se tornou peça central no processo contra Brendan Banfield, que responde por homicídio qualificado e pode ser condenado à prisão perpétua. Ele nega todas as acusações.

Juliana afirmou ainda que Banfield passou meses planejando o crime, criando álibis e pensando em formas de encobrir o assassinato da esposa. A defesa do ex-patrão tentou descredibilizar o relato, questionando detalhes sobre a criação da conta falsa e mensagens enviadas, mas a brasileira disse não se lembrar de tudo.

Durante o interrogatório, foram lidas cartas escritas por Juliana na prisão, nas quais ela demonstrava sofrimento emocional. Em um dos trechos, ela escreveu: “Sem forças. Sem coragem. Sem esperança”.

A ex-babá relatou que problemas de saúde na prisão e o isolamento contribuíram para que resolvesse contar sua versão. Ela será sentenciada após o fim do julgamento de Banfield e, dependendo do grau de colaboração, pode ter a pena reduzida ao tempo já cumprido.

Além das acusações de homicídio, Banfield também responde por abuso infantil e crueldade contra criança, já que sua filha, então com 4 anos, estava na casa no dia dos crimes.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

Você também pode gostar

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais em Polícial