Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quarta-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que gosta da Europa, mas fez duras críticas à condução política e econômica do continente. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões entre EUA e países europeus, especialmente por causa da Groenlândia, território dinamarquês que Trump já manifestou interesse em controlar — inclusive por meio de compra, ideia rejeitada pela Europa.

“Amo a Europa e quero ver a Europa se dando bem, mas ela não está na direção correta”, disse o presidente norte-americano. Em seguida, acrescentou: “Alguns países da Europa podiam nos seguir nesse caminho (econômico), porque alguns lugares da Europa não são mais reconhecíveis”.
Nos últimos dias, Trump anunciou que pretende aumentar tarifas em 10% sobre importações de países que não apoiem sua reivindicação estratégica sobre a Groenlândia. Ele também ameaçou elevar a taxação para 25% caso a negociação pela “compra” do território não avance até meados de 2026.
Em sua fala, Trump voltou a criticar políticas adotadas por governos ocidentais nas últimas décadas. Segundo ele, houve um consenso em Washington de que o crescimento econômico dependeria de gastos públicos ligados à imigração em massa. “Nas décadas recentes, tornou-se consenso em Washington que a única maneira de crescer a economia ocidental era através do gasto governamental para a migração em massa sem controle”, afirmou. O presidente também atacou o governo anterior: “Esse foi o caminho que o dorminhoco do Biden fez”.
Diante da escalada do discurso e das ameaças tarifárias, países europeus passaram a discutir retaliações econômicas contra os Estados Unidos. A França, por exemplo, defende o uso da chamada “bazuca” comercial. Já a presidente da Comissão Europeia afirmou, também em Davos, que a estratégia de Trump com tarifas é um “erro” e reforçou: “assim nos negócios, na política um acordo é um acordo”.
As declarações ampliam o clima de tensão entre EUA e União Europeia e colocam o comércio internacional e as relações diplomáticas no centro dos debates do fórum.










Comentários