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A Polícia Civil de São Paulo indiciou o influenciador digital Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido nas redes como Gato Preto, por quatro crimes relacionados ao grave acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste da capital.

Gato preto
Polícia Civil de SP

Segundo as investigações, ele vai responder por lesão corporal culposa, fuga do local do acidente, condução sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa e alteração da cena do sinistro. O caso segue sob apuração do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os trabalhos continuam para o esclarecimento completo dos fatos.

O acidente aconteceu na manhã do dia 20 de agosto, quando o Porsche conduzido pelo influenciador avançou um sinal vermelho em alta velocidade e atingiu violentamente um HB20, onde estavam pai e filho. Câmeras de segurança registraram o momento da colisão.

O jovem de 20 anos, que estava no banco do passageiro, sofreu fratura na mandíbula e precisou ser internado. O pai, motorista do veículo, afirmou que foi ameaçado logo após o impacto.

“Ele [influenciador] disse que ia me bater”, relatou a vítima em entrevista à TV Globo.

De acordo com a polícia, Gato Preto deixou o local sem prestar socorro, mesmo estando acompanhado da influenciadora Bia Miranda. Ele alegou que saiu por se sentir ameaçado devido à presença de pessoas filmando, embora tenha dito que prestou algum tipo de apoio inicial às vítimas.

Horas depois, o influenciador foi localizado e preso em seu apartamento. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro, foi levado à delegacia e acabou liberado posteriormente.

Em outubro, a Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa para que o processo tramitasse em segredo de Justiça. Pouco antes, o Judiciário também atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo e reclassificou a acusação, passando de lesão corporal para tentativa de homicídio, o que levou o caso da Vara Criminal para o Tribunal do Júri. Essa interpretação diverge do indiciamento feito pela Polícia Civil.

Segundo a promotora Ana Paola Ferrari Ambra, responsável pelo caso, o influenciador assumiu o risco de matar. A promotoria destacou que, conforme apontado em laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML), ele dirigia sob efeito de álcool e substâncias ilícitas no momento da colisão.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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