O influenciador Khaby Lame, dono do maior número de seguidores nas redes sociais, deu um passo inédito no universo digital ao fechar um acordo avaliado em cerca de US$ 975 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 5,13 bilhões. Pelo contrato, ele autorizou o uso total de sua imagem, voz e comportamento para a criação de um “gêmeo digital” controlado por inteligência artificial.

Na prática, Khaby permitiu que sua identidade virtual seja usada de forma contínua, sem limites de horário ou idioma. O clone poderá gravar conteúdos, participar de campanhas publicitárias, conversar com fãs e promover produtos em escala global, enquanto o influenciador real fica fora da rotina intensa de produção.
A negociação vem sendo descrita como a venda da chamada “alma digital”, já que a personalidade do criador passa a ser replicada por tecnologia. A empresa responsável pelo projeto estima que o avatar de IA possa gerar mais de US$ 4 bilhões por ano, algo em torno de R$ 21 bilhões, transformando carisma humano em um negócio automatizado e permanente.
O acordo chama atenção não só pelo valor astronômico, mas também por abrir um novo debate sobre os limites entre identidade, tecnologia e mercado, em uma era em que criadores de conteúdo podem literalmente continuar “ativos” mesmo longe das telas.










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