SÃO PAULO (SP) — O Poder Judiciário do Estado de São Paulo concedeu habeas corpus e determinou a soltura de uma delegada da Polícia Civil de São Paulo investigada sob a acusação de manter ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A policial, que se encontrava detida preventivamente em uma unidade prisional especial, teve a prisão substituída por restrições cautelares.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ao lado da Corregedoria da Polícia Civil, aponta que a servidora utilizava o cargo para repassar dados confidenciais de operações policiais e blindar criminosos ligados à facção.
Medidas Cautelares e Suspensão da Função Pública
Ao conceder a revogação da custódia cautelar, o Tribunal de Justiça considerou que a investigada preenche os requisitos para aguardar o trâmite do processo em liberdade, uma vez que possui bons antecedentes e residência fixa.
Para mitigar eventuais riscos ao andamento das apurações, o magistrado impôs um conjunto rigoroso de medidas restritivas: a suspensão imediata do exercício da função pública, a proibição de acesso a prédios policiais, o recolhimento noturno e a instalação de tornozeleira eletrônica para monitoramento geográfico em tempo real. O inquérito policial e a ação penal continuam tramitando sob segredo de Justiça.









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