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Influenciadora diz que tomava 2 mg do medicamento para dormir há cerca de 6 anos e agora faz acompanhamento psiquiátrico para diminuir a dose

SÃO PAULO — A influenciadora Bárbara Evans, de 33 anos, usou suas redes sociais nesta quarta-feira (29) para fazer um desabafo sobre sua dificuldade em reduzir o uso de clonazepam, medicamento da classe dos benzodiazepínicos, que ela toma há cerca de cinco ou seis anos para conseguir dormir.

“Eu não conseguia dormir sem o clonazepam. 2 miligramas, acho que é, né? Que é o mais forte de todos. Isso já tem mais ou menos uns 5 a 6 anos. Eu não sabia que ele fazia tão mal a longo prazo”, disse a influenciadora em um vídeo publicado nas redes sociais.

A dependência

Bárbara relatou que, durante suas gestações, conseguiu ficar sem o medicamento, mas assim que parou de amamentar, voltou a usá-lo por não conseguir pregar os olhos, principalmente por preocupação com os três filhos.

“Agora eu comecei a fazer acompanhamento com a psiquiatra e a psicóloga, entre outras coisas”, afirmou.

Ela disse que já conseguiu reduzir a quantidade ingerida, saindo de um comprimido inteiro para uma fração da dose inicial. No entanto, enfrentou um retrocesso nos últimos dias, mesmo com um plano de redução gradual. A influenciadora avaliou que o processo tem oscilações e exige tempo, além de orientação médica.

Alerta aos seguidores

Ao expor sua experiência, Bárbara afirmou que quer incentivar outras pessoas a procurarem ajuda especializada.

“O meu vídeo aqui hoje é para as pessoas que tomam esse medicamento, para que procurem ajuda. Ele, a longo prazo, faz muito mal pra saúde. Alzheimer precoce, várias coisas. Então pesquisem, procurem um médico para que vocês sejam curadas assim como eu estou sendo”, declarou.

Ela disse que, apesar das dificuldades, segue comprometida com a recuperação. Bárbara também citou que, na transição, usa alternativas recomendadas por profissionais, como o canabidiol (CBD), para ajudar no sono.

O que é o clonazepam

O clonazepam é um benzodiazepínico, classe de medicamentos com efeito calmante no sistema nervoso central. O remédio costuma ser indicado para crises de ansiedade, transtorno do pânico, epilepsia e, em alguns casos, distúrbios do sono. O uso deve ser sempre com prescrição e orientação médica, pois a substância pode causar dependência física e psicológica.

Entre os efeitos colaterais do uso prolongado estão sonolência diurna, tontura, alterações de memória, confusão mental e aumento do risco de quedas em idosos. Estudos também apontam possível associação com o desenvolvimento de demência precoce em usuários crônicos.

Importância do acompanhamento médico

Especialistas alertam que a interrupção abrupta de benzodiazepínicos pode causar síndrome de abstinência, com sintomas como ansiedade rebote, insônia, irritabilidade, tremores e, em casos mais graves, convulsões. Por isso, a redução deve ser sempre gradual e supervisionada por profissional de saúde.

O relato de Bárbara Evans serve como alerta para os riscos do uso prolongado de medicamentos controlados sem o devido acompanhamento médico, além de encorajar pessoas que passam por situação semelhante a buscar ajuda especializada.

A reportagem tentou contato com a assessoria da influenciadora para mais detalhes, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto para manifestações.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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