O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição está “bastante incomodada” com a inflação acima da meta e as expectativas desancoradas no Brasil. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, acumula 5,17% nos últimos 12 meses, superando a meta de 3% estabelecida pelo BC.
Em sua declaração, Galípolo ressaltou que, apesar do desconforto com os números, a inflação está em um processo de redução, o que justifica a manutenção da política monetária restritiva, com juros elevados, por um período mais longo. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, continuará a ser um dos principais instrumentos de controle inflacionário.
Durante sua participação no Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta, o presidente do BC enfatizou que o Brasil vive um ciclo de crescimento contínuo, mas que a inflação acima da meta exige cautela. Para ele, essa estratégia é essencial para combinar o crescimento econômico com o controle da inflação e a redução do desemprego.

Apesar da postura do Banco Central, a política monetária tem sido alvo de críticas, especialmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que defendem um corte na taxa de juros. Eles argumentam que a alta da Selic está prejudicando a economia e a recuperação do país.
Em resumo, o BC se mantém firme em sua estratégia de juros elevados como forma de combater a inflação, mesmo com as críticas de setores do governo que pedem uma política monetária mais flexível. A questão da inflação, portanto, continua a ser um ponto de tensão entre as autoridades econômicas brasileiras.
Fonte: Metrópolis
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.








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