Um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que vive na Argentina desde os ataques de 8 de janeiro de 2023 está se mobilizando para protestar contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato está marcado para quinta-feira (6), em Buenos Aires, bem na frente da Faculdade de Direito, onde Moraes participará de um evento comandado pelo ministro Gilmar Mendes. O encontro também terá o vice-presidente do STJ, Luís Felipe Salomão, além de senadores, deputados e ministros do governo Lula.

Os organizadores, que se dizem “exilados políticos”, também planejam novas manifestações na sexta-feira e durante o fim de semana, em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino. Nas redes sociais, eles estão combinando detalhes e divulgando vídeos pedindo ajuda de líderes da direita, como Donald Trump e Javier Milei. As faixas e cartazes do grupo aparecem em português, espanhol e inglês, criticando o que chamam de “perseguição aos manifestantes do 8 de janeiro”.
Entre os participantes, estão brasileiros que fugiram do país depois de serem investigados ou condenados pelos atos golpistas em Brasília. Muitos atravessaram a fronteira de carro ou ônibus e vivem há mais de dois anos em território argentino. Um deles é Symon Albino, de 34 anos, que ficou mais de dois meses acampado em frente ao quartel do Exército em Campinas (SP). Ele responde a 16 processos criminais, teve as contas bloqueadas e decidiu ir para a Argentina, deixando a família e quatro filhos no Brasil.
O evento onde Moraes vai discursar também deve reunir nomes importantes da política, como os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Carlos Fávaro (Agricultura), os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Eduardo Gomes (PL-TO), além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os deputados Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Tábata Amaral (PSB-SP) também confirmaram presença — e devem ser alguns dos alvos das manifestações do grupo bolsonarista.










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