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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu rever sua própria determinação e autorizou que todo o material apreendido pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Toffoli desiste de manter material apreendido pela PF na operação contra o Banco Master no STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Toffoli desiste de manter material apreendido pela PF na operação contra o Banco Master no STF Foto Rosinei CoutinhoSTF

Inicialmente, Toffoli havia ordenado que os bens, documentos e dispositivos recolhidos na operação ficassem lacrados e guardados na sede do Supremo. No entanto, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, alertou que manter as provas sob custódia do STF poderia causar prejuízos irreversíveis às investigações, já que atrasaria a realização das perícias técnicas.

A PF defendeu a necessidade de análise “imediata” do material apreendido. Nesta etapa da operação, os investigadores recolheram 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em dinheiro vivo e 23 veículos avaliados em cerca de R$ 16 milhões.

A PGR concordou com o pedido de reconsideração apresentado pela Polícia Federal e solicitou autorização para fazer a extração e a análise direta de todo o acervo probatório. Ao atender o pedido, Toffoli afirmou que a medida permitirá ao Ministério Público ter uma “visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções” que estão sendo apurados.

Com a nova decisão, os itens apreendidos seguirão diretamente para a Procuradoria-Geral da República, sem passar pela guarda do STF. Para preservar a integridade das provas, o ministro determinou cuidados específicos com os aparelhos eletrônicos.

Caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, garantir que os dispositivos permaneçam eletricamente carregados e mantidos fora de redes telefônicas e de Wi-Fi, em modo avião, para evitar qualquer alteração nos dados antes da perícia.

A Operação Compliance Zero investiga um possível esquema de gestão fraudulenta, desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Segundo as apurações, a instituição teria explorado de forma recorrente falhas do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização financeira.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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