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Um estudo internacional recente traz boas notícias para quem acredita no poder da criatividade. Pesquisadores descobriram que atividades como aprender a tocar um instrumento, dançar ou até jogar videogame podem ajudar a desacelerar o envelhecimento do cérebro. Publicado na Nature Communications, o estudo analisou dados de 1.240 pessoas em 13 países, utilizando avançados modelos de aprendizado de máquina, conhecidos como “relógios cerebrais”, para comparar a idade cronológica e a idade neurológica dos participantes.

Os resultados mostraram que aqueles que se envolviam regularmente em atividades criativas apresentavam um envelhecimento cerebral significativamente mais lento. Entre os voluntários que praticavam dança, os dançarinos de tango destacaram-se com a diferença mais expressiva: seus cérebros eram, em média, sete anos mais jovens do que a idade biológica. Para o neurocientista Agustín Ibáñez, da Universidade Adolfo Ibáñez (Chile), isso se deve à complexidade do tango, que envolve movimentos coordenados, planejamento e criatividade.

Mas não só a dança demonstrou esses benefícios. Um experimento paralelo mostrou que 24 participantes treinados para jogar o jogo de estratégia StarCraft II apresentaram um envelhecimento cerebral mais lento e um desempenho cognitivo superior em comparação com o grupo controle, que jogou Hearthstone, um jogo de cartas mais simples e menos exigente. “Até breves períodos de treinamento em atividades criativas já trazem resultados mensuráveis”, afirma Carlos Coronel, primeiro autor do estudo e pesquisador do Latin American Brain Health Institute.

Foto do Freepik
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A explicação para esses efeitos está no impacto da criatividade sobre múltiplas áreas do cérebro, especialmente a região frontoparietal, responsável pelo planejamento, memória de trabalho e solução de problemas, que é uma das mais suscetíveis ao envelhecimento. Embora fatores como saúde física e sono também desempenhem um papel importante no envelhecimento neural, os pesquisadores ressaltam que a criatividade pode atuar de forma independente, mantendo o cérebro mais saudável por mais tempo.

Segundo os autores do estudo, as descobertas vão além da ciência e apontam para uma nova forma de compreender o envelhecimento saudável. Para Agustín Ibáñez, as artes e as atividades criativas devem ser incorporadas de forma mais ampla na sociedade como estratégias para a longevidade e bem-estar. Quem sabe, no futuro, além de práticas físicas tradicionais, as recomendações médicas incluam aulas de dança, pintura ou até improvisação musical como parte de um estilo de vida saudável e preventivo.

Fonte: G1
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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