Imagens publicadas nas redes sociais por autoridades dos Estados Unidos nesta quarta-feira (10) mostram o momento em que forças americanas tomam um navio petroleiro em alto-mar, próximo à costa da Venezuela.

O vídeo revela agentes descendo de helicópteros e assumindo o controle da embarcação durante a ação. De acordo com o governo dos EUA, o petroleiro já estava há anos na mira das sanções por atuar numa rede que enviava petróleo da Venezuela e do Irã para financiar organizações classificadas como terroristas.
Pela plataforma X, a procuradora-geral Pamela Bondi afirmou que o FBI, o HSI e a Guarda Costeira, com apoio do Departamento de Guerra, cumpriram um mandado de apreensão contra o navio, acusado de transportar petróleo proibido. Ela disse que a operação foi “segura e protegida” e confirmou que outras investigações continuam na região, com o objetivo de bloquear o fluxo de petróleo sancionado e “desmantelar as rotas que abastecem grupos estrangeiros classificados como terroristas”. O diretor do FBI, Kash Patel, também comentou a ofensiva e reforçou que “os esforços desta administração para esmagar as FTOs e cortar seus recursos continuarão dia e noite”.
A ação militar na costa venezuelana já havia sido mencionada mais cedo pelo presidente Donald Trump, durante um evento na Casa Branca. Em agosto, o republicano determinou uma ampla mobilização militar no Caribe, incluindo navios de guerra, caças, um submarino nuclear e o porta-aviões USS Gerald R. Ford.
Trump afirma que o objetivo é combater cartéis de drogas que atuam na região e enviam entorpecentes para os EUA. O governo americano acusa Nicolás Maduro de comandar o cartel de Los Soles, recentemente classificado como organização terrorista internacional. Com esse argumento, Trump já indicou que novas operações na Venezuela podem ocorrer sob a justificativa de combate ao terrorismo ligado ao tráfico internacional.








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