Representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia se encontraram neste domingo (30/11), na Flórida, para avançar nas tratativas que buscam um desfecho negociado para a guerra iniciada pela invasão russa em 2022. A reunião acontece em meio ao desgaste crescente do conflito e à pressão internacional por um acordo que pare a escalada de mortes e destruição.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou das conversas ao lado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner. A equipe ucraniana foi chefiada por Rustem Umerov, que afirmou ter ido aos EUA para discutir “passos rumo a uma paz justa”. Rubio reforçou que o objetivo é garantir um entendimento que preserve a soberania da Ucrânia e ofereça ao país “uma oportunidade de prosperidade real”.
O debate se concentrou em uma proposta de 28 pontos montada pelos EUA após diálogos preliminares com a Rússia. O plano, no entanto, tem sido alvo de críticas por supostamente abrir espaço para vantagens territoriais russas. Kiev e líderes europeus exigem ajustes, defendendo que qualquer discussão sobre fronteiras deve partir da situação atual no campo de batalha, sem reconhecer zonas tomadas por Moscou.
A reunião acontece enquanto a Ucrânia lida com dificuldades militares e segue dependente do apoio ocidental. Ao mesmo tempo, cresce a cobrança para que Washington assuma a linha de frente das negociações com o Kremlin, diante do risco de um conflito sem previsão de término.
Com o encontro concluído, a expectativa agora é que a delegação americana viaje a Moscou nos próximos dias para apresentar uma versão revisada do plano às autoridades russas.








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