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Em uma nova controvérsia envolvendo privacidade e o uso de dados pessoais, o Facebook tem sido acusado de acessar fotos não publicadas dos usuários para treinar sistemas de inteligência artificial. O caso foi levantado após a descoberta de um recurso opcional oferecido aos usuários da plataforma, que permite o envio de imagens do rolo de câmera diretamente para os servidores da Meta, com o objetivo de criar sugestões automáticas, como colagens e montagens.

O recurso, apresentado como “processamento em nuvem”, foi oferecido aos usuários que tentavam publicar conteúdos nos Stories, com um pop-up informando sobre a opção de ativar o serviço. Ao aceitar, o usuário concordaria com os termos da Meta AI, permitindo que a empresa acessasse não apenas as imagens, mas também dados relacionados a elas, como datas, rostos e a presença de objetos. A Meta garantiu que as fotos não seriam usadas para treinar modelos de IA, mas a linguagem dos termos gerou dúvidas sobre futuras implicações.

Foto do Freepik
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Apesar de a empresa afirmar que o recurso é opcional e destinado a criar sugestões apenas para o próprio usuário, a falta de clareza nos termos e a possibilidade de usar essas imagens para outros fins no futuro geram preocupações sobre o alcance do consentimento. Além disso, especialistas em privacidade alertam para a ambiguidade dos termos, que pode facilitar o uso dessas imagens em sistemas de reconhecimento facial ou outras aplicações de IA, sem que os usuários compreendam totalmente as implicações de suas escolhas.

Essa situação destaca uma questão maior sobre como as empresas de tecnologia lidam com os dados pessoais e a dificuldade que os usuários enfrentam em entender as complexas políticas de privacidade. Mesmo com a opção de desativar o recurso, muitos usuários não estão cientes das consequências de suas permissões, o que coloca em risco a segurança de sua privacidade online.

É importante que os usuários fiquem atentos às permissões concedidas em plataformas como o Facebook, revisando periodicamente as configurações e desativando recursos que possam invadir sua privacidade sem o devido consentimento. A transparência nas políticas de privacidade deve ser uma prioridade para as empresas de tecnologia, a fim de evitar futuros abusos e garantir que o consentimento dado seja realmente informado.

Fonte: superinteressante
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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