Tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está ficando mais simples em algumas partes do Brasil. Estados já começaram a mudar o formato do exame prático, deixando de exigir etapas que historicamente causavam altos índices de reprovação, como a baliza.
A ideia é tornar a prova mais acessível, menos burocrática e mais próxima do dia a dia do motorista no trânsito. Em vez de manobras específicas, a avaliação passa a focar no comportamento do candidato ao volante, como atenção, respeito às regras, domínio do veículo e segurança durante o percurso.

As mudanças acontecem após a publicação da Resolução nº 1.020/2025 do Contran, que prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. O documento ainda não foi divulgado, mas, enquanto isso, os Detrans estaduais seguem com autonomia para definir como será o exame prático em cada local.
Nesse cenário, alguns estados decidiram se antecipar e já colocaram as novas regras em prática. Veja como está a situação em cada um:
São Paulo (SP)
O Detran paulista anunciou o fim da baliza no exame prático e também liberou a realização da prova em veículos com câmbio automático. A avaliação agora acontece apenas em trajeto urbano, com o examinador observando a condução do candidato em situações reais do trânsito.
Espírito Santo (ES)
No Espírito Santo, o Detran retirou tanto a baliza quanto a prova de ladeira. O foco passou a ser o desempenho do candidato durante o percurso, avaliando segurança e respeito às normas.
Mato Grosso do Sul (MS)
O estado também eliminou a baliza. A prova prática é feita exclusivamente em percurso, com análise contínua do comportamento do futuro motorista ao longo do trajeto.
Santa Catarina (SC)
Em Santa Catarina, a principal mudança foi a autorização para que o exame seja realizado em carros com câmbio automático, facilitando o acesso de candidatos que optam por esse tipo de veículo.
As alterações ainda não são válidas em todo o país, mas indicam uma tendência de modernização do processo, com provas mais alinhadas à realidade do trânsito e menos focadas em manobras isoladas.










Comentários