A ministra Gleisi Hoffmann se manifestou publicamente após o arquivamento do processo contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que estava sendo investigado por supostamente conspirar com o governo dos Estados Unidos contra o Brasil. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira (22), com 11 votos favoráveis ao arquivamento e 7 contra.
Segundo Gleisi, Eduardo Bolsonaro teria agido para a imposição de sanções dos EUA contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que, segundo ela, visaria dificultar a tramitação de um processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. “Desde quando conspirar com um governo estrangeiro contra o Brasil virou prerrogativa de parlamentar? Desde quando trair a pátria deixou de ser crime?”, questionou Gleisi em sua declaração. Ela ainda afirmou que o arquivamento do caso representa um “caso de impunidade” e um “desserviço à democracia e ao país”.
A representação contra Eduardo Bolsonaro foi feita pelo PT, que acusou o parlamentar de quebra de decoro parlamentar, afirmando que ele teria promovido ataques verbais a instituições democráticas e tentado influenciar autoridades estrangeiras a impor sanções contra o Brasil. Em sua defesa, o relator do processo no Conselho de Ética, deputado Marcelo Freitas (União-MG), afirmou que as manifestações de Eduardo configuraram “exercício do direito de crítica política”, protegido pela imunidade material dos parlamentares.

Apesar do arquivamento no Conselho de Ética, Eduardo Bolsonaro ainda pode enfrentar consequências relacionadas à sua frequência nas sessões. Desde que retornou de licença em julho, o deputado acumula ausências não justificadas, e, de acordo com as regras, ele pode perder o mandato caso ultrapasse o limite de um terço das sessões não comparecidas.
Eduardo Bolsonaro está autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, e a decisão do Conselho de Ética reforça a polarização e a divergência de interpretações sobre as ações do parlamentar, que segue sendo uma figura central nos debates sobre democracia e instituições no Brasil.
Fonte: Metrópoles
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.










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