Pilotos e comissários de bordo decidiram não entrar em greve. A confirmação foi feita neste domingo (28/12) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, após o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informar que a categoria aprovou a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para o período de 2025/26. A votação aconteceu de forma on-line ao longo do sábado (27/12).

Em publicação nas redes sociais, o ministro comemorou o resultado e destacou a importância do acordo para o setor aéreo. “URGENTE: Não haverá greve na aviação no Brasil. Acordo firmado entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas e as empresas aéreas, com mediação do TST, garante a normalidade dos voos e segurança aos passageiros. Fortalecendo ainda mais o turismo de negócios e de lazer”, escreveu.
A negociação vinha sendo acompanhada de perto após um impasse na rodada anterior, quando a proposta das empresas havia sido rejeitada por uma diferença mínima de votos. Diante disso, o sindicato chegou a declarar estado de greve, mantendo a possibilidade de paralisação a partir de 1º de janeiro.
Entre as principais reivindicações dos aeronautas estavam a recomposição salarial pelo INPC com ganho real, reajuste no vale-alimentação, melhorias na previdência privada, aumento das diárias internacionais e o pagamento em dobro da hora noturna. Outro ponto central era o combate à fadiga, relacionado à saúde dos tripulantes e à segurança dos voos.
Com a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi apresentada uma contraproposta prevendo reajuste salarial pelo INPC acrescido de 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. O texto foi submetido à nova votação e acabou aprovado por 65,93% dos trabalhadores. Outros 32,77% votaram contra, enquanto 1,29% se absteve.
A negociação envolveu as companhias Azul e Gol. Os funcionários da Latam já haviam fechado acordo coletivo em votação realizada anteriormente e, por isso, não participaram desse processo. Com o resultado, os voos seguem normalmente e o risco de greve no início do ano foi oficialmente afastado.








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