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A decisão de lançar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome da direita para a eleição presidencial de 2026 movimentou o cenário político. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira (5), quando o parlamentar disse nas redes sociais que recebeu do pai a missão de “dar continuidade” ao projeto político da família — algo que chamou de uma “grande responsabilidade”.

A escolha ocorre num contexto tenso: Jair Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal, condenado a 27 anos e três meses por comandar um plano de golpe após as eleições de 2022. Sem poder concorrer, o comando da direita passou a apoiar o filho mais velho.

Foto Jefferson Rudy Agência Senado

Entre adversários, a reação foi rápida. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que a decisão era “esperada” e garantiu que Lula será reeleito. Já o ministro Guilherme Boulos (PSOL) não poupou críticas e disse que “Lula derrotou o pai e vai derrotar o filho”, lembrando ainda o episódio em que Flávio desmaiou durante um debate municipal em 2016, no Rio.

Mesmo entre aliados da direita, a notícia não foi recebida de forma unânime. Renan Santos, presidente do partido Missão, avisou que pretende enfrentar tanto Flávio quanto Lula. João Amoêdo classificou a escolha como “egocêntrica” e “individualista”, e disse que isso tende a facilitar a vida do atual presidente ou de quem vier com o apoio do Planalto.

Outros nomes, porém, fecharam questão ao lado do senador. Eduardo Bolsonaro afirmou que o irmão vai levantar “a bandeira dos ideais” do pai e representar “esperança em meio ao medo”. Mário Frias reforçou que segue como “soldado do presidente Bolsonaro”, enquanto Eduardo Pazuello disse que Flávio está “capacitado para continuar a missão do pai”.

Pesquisas recentes mostram que, se a disputa fosse hoje, Lula largaria na frente. Segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado na terça (2), o presidente aparece com 47,3% das intenções de voto, contra 23,1% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Com a pré-candidatura oficialmente colocada, o tabuleiro político começa a se reorganizar, e a disputa promete ser das mais acirradas.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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