Mensagens apreendidas pela Polícia Federal em uma investigação sigilosa apontam que Ronaldinho Gaúcho teria recebido ajuda de um narcotraficante enquanto esteve preso no Paraguai, em 2020, por portar documentos falsos.

De acordo com as conversas, o apoio teria sido uma “troca de favores”: o ex-jogador autografou uma camisa da seleção brasileira dedicada ao criminoso, identificado como Marcos Silas, conhecido como GT, e, em troca, teria recebido churrasco e cerveja dentro do presídio, enviados por pessoas ligadas ao traficante.
Ronaldinho ficou 32 dias preso antes de seguir para prisão domiciliar em Assunção, capital paraguaia. As mensagens mostram que GT, que na época estava foragido, teria sido o responsável por garantir as regalias ao craque enquanto ele cumpria pena.
A defesa de Ronaldinho negou qualquer relação com o traficante. “Em todos os lugares do mundo, o Ronaldo autografa camisetas. É impossível lembrar se alguma dedicatória foi feita para alguém com o nome Marcos Silas GT”, disse em nota.

Imagem Polícia FederalReprodução
GT é considerado um dos maiores traficantes da região Sul, com atuação internacional e rivalidade direta com o PCC no Paraná. Ele foi preso em 2021, quando tentava fazer cirurgia plástica para mudar a aparência, e a apreensão do seu celular levou à Operação Downfall, que desmantelou um esquema de tráfico de drogas via portos paranaenses.










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