O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. Segundo informações da Polícia Federal, ele rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava no Brasil e tentou fugir do país, com destino final a El Salvador.

Foto Marcelo CamargoAgência Brasil Estadão
De acordo com a PF, Silvinei estava em prisão domiciliar em Santa Catarina quando danificou o equipamento de monitoramento e deixou o território brasileiro sem autorização da Justiça. A violação do sistema acionou alertas nas fronteiras, o que ajudou na localização e abordagem do ex-diretor ainda no aeroporto paraguaio.
Informações divulgadas pela GloboNews apontam que Silvinei usava um passaporte paraguaio verdadeiro, porém com dados que não correspondiam à sua identidade. Ele foi interceptado pelas autoridades locais antes de conseguir embarcar e, após a confirmação de quem era, acabou preso.
Depois da detenção, Silvinei Vasques foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. Ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira e, na sequência, ser entregue às autoridades brasileiras para cumprimento das determinações judiciais.
Além de ter comandado a PRF, Silvinei também ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, na Grande Florianópolis, do qual pediu exoneração na semana passada. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que tinham como objetivo manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.










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