A ursinha Nur, primeira urso-polar nascida em solo latino-americano, completou um ano de vida nesta segunda-feira (17). Para marcar a data, o Aquário de São Paulo preparou uma comemoração diferente: bolo feito de frutas e gelo para a pequena e uma programação cheia de interações para os visitantes.
Com quase 1,70 metro de altura e 93 quilos, Nur já virou celebridade. O Aquário lançou um livro infantil inspirado na história da filhote, disponível em português e russo. No Brasil, toda a renda será destinada à Polar Bears International, organização dedicada à proteção dos ursos-polares. Além disso, o espaço “Cantinho da Nur” foi inaugurado, mostrando fotos e momentos importantes do primeiro ano da ursinha, desde a saída da toca até o primeiro mergulho. Quem quiser pode colaborar com uma doação simbólica de R$ 3,00.

Filha de Aurora e Peregrino, que vivem no Aquário há uma década, Nur nasceu em 17 de novembro de 2024 com cerca de 400 gramas. Ela só foi apresentada ao público em 17 de fevereiro deste ano. “Desde que os ursos chegaram, foi todo um preparo. Quando um animal mantido sob cuidados humanos reproduz, que faz parte do seu comportamento natural, é um presente para nós”, afirmou Laura Reisfeld, veterinária-chefe do Aquário.
A chegada da pequena e a boa saúde dos três ursos são resultado de 10 anos de trabalho técnico e de uma parceria internacional com o Zoológico de Kazan, na Rússia, cooperação que colocou o Brasil no cenário global de conservação da espécie. O casal Aurora e Peregrino, mesmo com a grande diferença de tamanho, ele pesa cerca de 600 kg, quase o triplo dela, sempre apresentou um comportamento harmonioso, o que ajudou no sucesso da reprodução.
Ambos nasceram na Rússia: Aurora foi resgatada ainda filhote após perder a mãe na natureza, enquanto Peregrino veio de um ambiente controlado. Parte importante dessa parceria foi a tradução para o russo do livro “Polar Bears: The Natural History of a Threatened Species”. Agora, com a primeira cria já crescida, o Aquário informou que Peregrino ficará em um recinto separado, já que, na vida selvagem, o macho não participa dos cuidados com os filhotes e pode gerar estresse para mãe e bebê.








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