
O uso prolongado da melatonina, utilizada frequentemente para induzir o sono, pode aumentar o risco de desenvolvimento de problemas cardíacos e de morte por qualquer causa entre pessoas com insônia.
A melatonina é um hormônio naturalmente produzido pelo corpo. Ele é responsável por preparar o organismo para adormecer. O suplemento é indicado para pacientes com transtorno do espectro autista, deficiência visual e distúrbio do ritmo circadiano.
Resultados preliminares de um estudo apresentado nesta segunda-feira (3) pela American Heart Association mostraram que o uso do hormônio por longos períodos pode estar associado ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca.
Os dados revelaram que:
- – Entre os adultos que usaram melatonina por 12 meses ou mais, cerca de 90% tiveram mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos, em comparação com os que não fizeram uso do hormônio.
- – Os participantes que tomavam melatonina tiveram 3,5 vezes mais chances de serem hospitalizados por insuficiência cardíaca.
– Esse grupo teve quase o dobro do risco de morte por qualquer causa.
Nnadi ainda relata que os pesquisadores viram com surpresa aumentos tão significativos em desfechos graves, uma vez que os suplementos de melatonina são muitas vezes prescritos como uma opção segura para melhorar o sono.
De acordo com os autores, apesar de os resultados levantarem preocupações de segurança a respeito do uso da melatonina, ainda não são suficientes para estabelecer uma relação causal direta.
O que é a melatonina?
A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, uma estrutura que fica bem no centro do cérebro. A escuridão faz com que essa glândula comece a produzir melatonina, enquanto a luz faz com que essa produção pare.
O papel da melatonina é sinalizar para os órgãos humanos que a noite chegou e preparar o organismo para adormecer.
Fonte: G1








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