O influenciador Vittor Fernando voltou às redes sociais nesta quinta-feira (20/11) para contar, pela primeira vez com detalhes, como foi a noite em que levou dois tiros durante uma tentativa de assalto no dia 27 de outubro, no Rio de Janeiro. Em uma cadeira de rodas e ainda em recuperação, ele disse que viveu uma cena digna de filme de ação enquanto voltava para casa com o namorado, o ator Gabriel Fuentes, após um evento da série Os Donos do Jogo.
Segundo Vittor, tudo começou quando o casal fez uma pausa na estrada, já perto da divisa entre Rio e São Paulo. “Foi a primeira vez que a gente foi de carro para o Rio de Janeiro e a gente foi pego ali quase na divisa do estado. A gente encostou o carro para comer e a gente viu ali essa arma com mira vermelha igual de filme, mas a gente não suspeitou que fosse isso, até escutar o chapisco no carro”, relatou.

Na fuga desesperada, em plena madrugada e sem conhecer a região, eles acabaram entrando em uma rua sem saída e ficaram cara a cara com o atirador. “Foi muito assustador e nisso que a gente tentou escapar, uma das balas pegou no pneu do carro. O Gabriel conseguiu virar com muita dificuldade e a gente viu o laser pela segunda vez na nossa direção. Aí eu falei ‘é melhor a gente morrer acelerando tentando sair’“, lembrou.
O criminoso disparou 13 vezes contra o veículo. Vittor foi atingido na perna e no ombro. Depois, já no hospital, descobriu a gravidade real: um estilhaço da bala havia parado dentro do coração. Ele contou que só não morreu por pouco. “O que aconteceu comigo foi realmente grave. Foi tudo uma questão de tempo para eu não perder a perna ou morrer”, desabafou.
“Eu achava que o mais grave era a fratura exposta da perna, mas descobri um estilhaço da bala dentro do meu coração. A polícia contou que esse tipo de bala estilhaça dentro de você. E aconteceu algo muito raro: a ponta da bala parou dentro do meu coração e a qualquer momento isso podia ir pela minha corrente sanguíneo e cortar algum dos órgãos do meu corpo.”
A cirurgia foi um sucesso e exigiu que ele permanecesse em repouso quase total desde então. “Eu fiquei sem poder fazer força nenhuma nas pernas, nos braços e no peito. E por sorte isso aconteceu em um momento em que eu estava muito saudável”, disse.
As investigações seguem sem conclusão. A polícia chegou a trabalhar com a possibilidade de tentativa de homicídio, mas Vittor acredita que foi algo aleatório, sem relação com conflitos pessoais ou com teorias que circulam nas redes. “O que aconteceu comigo foi só mais um caso de você entrar em uma rua errada do Rio de Janeiro ou em qualquer outro estado. Eu sei que parece loucura, mas é real”, declarou.
“Eu vi que tem muitas teorias da conspiração rolando sobre o que aconteceu comigo. Algumas eu até achei engraçadas. Primeiro, eu quero dizer que o que aconteceu comigo não foi um caso específico, uma morte encomendada ou que tenha algo a ver com o que aconteceu no Halloween. Inclusive queria que vocês parassem com esses ataques a essas pessoas.”
Ao final, Vittor agradeceu as mensagens de apoio que recebeu durante a recuperação. “Eu e a minha família ficamos muito abalados. Acho que todo mundo ficou meio abalado. Mas todos os dias eu via as mensagens positivas de vocês”, contou.
“Em vários momentos chorei lendo as mensagens de vocês, dizendo que vocês estavam torcendo por mim. Foram muitas mensagens e uma energia muito grande que eu senti. Eu não tenho nem palavras para agradecer”, completou.








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