Suspeito de 29 anos levou o animal para forçar a mulher a retirar denúncia de violência doméstica; ele foi preso por ameaça, perseguição e coação

SÃO PAULO — Um homem de 29 anos foi preso nesta quinta-feira (16) em São Paulo por suspeita de se disfarçar com uma máscara realista para furtar o cãozinho da ex-namorada em um pet shop na capital paulista.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP), o suspeito levou o animal para forçar a mulher a retirar uma denúncia de violência doméstica. O homem foi preso por ameaça, perseguição e coação na Avenida do Rio Pequeno, na zona oeste da capital.
O disfarce
A Polícia Civil de São Paulo divulgou imagens do momento em que o homem usa uma máscara de silicone que imita o rosto de outra pessoa para não ser reconhecido pelos funcionários do pet shop. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades.
Com o disfarce, ele conseguiu entrar no estabelecimento e levar o cão sem despertar suspeitas imediatas.
Resgate do animal
O cão foi resgatado sem ferimentos pelos agentes no apartamento do suspeito e devolvido à dona, uma mulher de 34 anos. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima vinha sendo ameaçada e perseguida pelo ex-companheiro após o término do relacionamento.
Motivação do crime
A investigação aponta que o homem furtou o animal com o objetivo de coagir a ex-companheira a retirar a denúncia de violência doméstica que ela havia registrado contra ele. A ação configura crime de coação no curso do processo, além de ameaça e perseguição.
Defesa
Até o momento, a defesa do suspeito não foi localizada para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestação.
Legislação
O crime de coação no curso do processo está previsto no artigo 344 do Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de 1 a 4 anos, além da pena correspondente à violência. A ameaça (artigo 147) e a perseguição (artigo 147-A) também são crimes com penas previstas.
Investigação
A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar se o suspeito cometeu outros crimes contra a ex-companheira ou contra terceiros. O homem permanece preso à disposição da Justiça.
O caso serve de alerta para situações de violência doméstica, nas quais agressores utilizam meios diversos — inclusive o uso de animais de estimação — para coagir e ameaçar as vítimas. Especialistas recomendam que vítimas de violência doméstica mantenham medidas protetivas atualizadas e comuniquem qualquer nova ameaça ou ação do agressor às autoridades.
O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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