SÃO PAULO (SP) — Uma reportagem investigativa publicada pelo portal G1 revelou o funcionamento de uma rede ilegal no aplicativo Telegram voltada à comercialização de pacotes de imagens e vídeos com conteúdo de abuso e exploração sexual infantil. Os materiais são oferecidos abertamente em canais e grupos da plataforma por valores populares, partindo de R$ 10.
Para concretizar as vendas e garantir a liberação dos arquivos diários ou links de acesso, os criminosos solicitam transferência imediata via Pix.
Uso do Pix e Rastreabilidade do Crime Organizado
A utilização do Pix pelos infratores escancara tanto o sentimento de impunidade quanto uma brecha que vem sendo explorada por investigadores. Embora os suspeitos utilizem contas bancárias registradas em nome de terceiros (“laranjas”) ou criadas com dados falsos, as chaves de transferência fornecem rastros valiosos de dados financeiros para requisições de quebra de sigilo judicial encaminhadas pela Polícia Federal.
Entidades de proteção aos direitos de crianças e adolescentes, como a SaferNet, reiteram a gravidade da circulação desses conteúdos e cobram maior colaboração e moderação ativa do Telegram para remover grupos, banir usuários e reportar os vestígios às autoridades competentes









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