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As fraturas por estresse são um tipo de lesão cada vez mais frequente entre aqueles que praticam esportes de alto impacto, como corrida, dança, crossfit e musculação. Ao contrário das fraturas causadas por quedas ou acidentes, essas lesões surgem de forma silenciosa, resultado do esforço excessivo e da sobrecarga do corpo, que já não consegue se recuperar adequadamente. Elas consistem em pequenas fissuras nos ossos provocadas por um desgaste maior do que a capacidade natural de regeneração — uma resposta biológica ao treinamento intensivo sem descanso suficiente ou ao desequilíbrio físico.

Atletas e indivíduos que aumentam a intensidade do exercício sem preparação prévia estão mais vulneráveis a esse tipo de lesão. As áreas mais afetadas incluem a tíbia, o fêmur, os ossos dos pés e do quadril. Para corredores, o impacto repetitivo com o solo; para bailarinos, os saltos e movimentos de ponta; e para praticantes de musculação e militares, os treinos de resistência — todos esses fatores, associados à fadiga e à deficiente absorção de nutrientes, tornam o corpo mais suscetível à fratura por estresse.

O corpo, no entanto, costuma dar sinais antes de a lesão se agravar. A dor inicial é discreta, sentida durante o exercício, e gradualmente se torna contínua, persistindo até mesmo em repouso. Diferente de uma distensão muscular comum, a dor da fratura por estresse é localizada, aumenta ao toque e se intensifica com a prática de atividades físicas. Inchaço e sensibilidade na área da lesão também são sintomas de alerta. Ignorar esses sinais é um erro comum, o que pode transformar uma microfissura em uma fratura completa, necessitando de imobilização prolongada ou, em casos mais graves, cirurgia.

Foto: Freepik
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O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. O raio-x nem sempre consegue detectar as microfissuras nas fases iniciais, sendo a ressonância magnética o exame mais indicado para confirmar o quadro. Após a identificação da lesão, o tratamento envolve repouso, fisioterapia e, em alguns casos, suplementação nutricional para auxiliar na cicatrização óssea. Em lesões mais graves ou recorrentes, o uso de botas ortopédicas ou o afastamento temporário das atividades físicas pode ser necessário.

A prevenção é sempre a melhor estratégia. Para isso, é importante planejar os treinos com um aumento gradual da carga, prestar atenção na alimentação — com foco no consumo de cálcio, vitamina D e proteínas —, garantir descanso adequado e fortalecer a musculatura. Além disso, é essencial respeitar os sinais do corpo: dores persistentes nunca devem ser ignoradas.

As fraturas por estresse revelam uma lição importante: o verdadeiro desempenho não está em ultrapassar os limites do corpo, mas em compreendê-los e respeitá-los. O corpo, quando bem cuidado, é o maior aliado dos atletas, e também o primeiro a indicar quando é necessário fazer uma pausa.

Fonte: SBT
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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