Produtores e entidades do setor participam da Fruit Attraction Madrid para prospectar compradores, diversificar exportações e atender às novas exigências do mercado internacional. China e Estados Unidos estão no radar.
Por Redação do Diário do Povo
Madrid, Espanha, 08 de outubro de 2026 – A indústria brasileira de frutas intensifica a busca por novos destinos e pela diversificação das exportações. Durante a Fruit Attraction Madrid, uma das principais feiras internacionais de frutas e hortaliças, realizada de 6 a 8 de outubro na Espanha, produtores, empresas e entidades do setor se reúnem para prospectar novos compradores e entender as exigências do mercado internacional.
A participação dos exportadores brasileiros ocorre por meio do projeto Frutas do Brasil, iniciativa de internacionalização da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), em parceria com a ApexBrasil.
Exigências do Mercado Internacional
Para Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas, acompanhar de perto as demandas dos compradores é fundamental para ampliar a participação brasileira no comércio internacional. Segundo ele, além da qualidade, os consumidores e importadores estão cada vez mais atentos à origem dos alimentos e às práticas adotadas durante a produção.
— A qualidade da fruta continua sendo essencial, mas hoje o comprador também quer conhecer a origem do produto, como ele foi produzido e quais práticas estão envolvidas em toda a cadeia. A Fruit Attraction é uma oportunidade importante para entender essas mudanças e aproximar o Brasil dos mercados que buscam nossa produção — afirma.
China no Radar
A abertura de novos mercados é uma das principais estratégias do setor. Segundo Promicia, o Brasil conseguiu neste ano autorização para exportar manga e uva para a China e já trabalha para ampliar o número de frutas autorizadas. O próximo produto na lista é o limão.
— O nosso papel aqui agora é tentar achar uma logística e uma qualidade dessa fruta que chegue nesses países mais distantes com a mesma qualidade que a gente coloca aqui na Europa — afirma.
Além da China, os Estados Unidos também estão entre os mercados estratégicos, com negociações para ampliar o número de frutas brasileiras autorizadas a entrar no país.
Feira Aproxima Empresas de Compradores
Para as empresas exportadoras, as feiras internacionais funcionam como uma plataforma para acompanhar mudanças no comportamento do consumidor e estreitar relações comerciais. É o caso da UGBT, empresa fundada em 2004 que iniciou as exportações em 2006.
De acordo com o diretor de Comércio Exterior, Frederico Tavares, a companhia participa de feiras internacionais desde 2002 como forma de entender as demandas dos clientes e antecipar tendências. Segundo ele, esses eventos permitem acompanhar novidades em embalagens, produtos e hábitos de consumo, além de concentrar reuniões com compradores de diferentes países em uma única viagem.
Atualmente, a empresa mantém negócios com mercados como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Holanda, Portugal e Espanha e trabalha para ampliar a presença na Itália.
— Tivemos uma reunião muito produtiva para a abertura deste mercado — diz Tavares.
Frutas Tropicais Ganham Espaço
Tavares destaca ainda uma mudança no perfil dos consumidores europeus, especialmente entre os mais jovens, que demonstram maior interesse por uma alimentação considerada saudável. Nesse cenário, frutas tropicais brasileiras, como manga e mamão, encontram espaço por atender à demanda por alimentos frescos e associados a hábitos de vida saudáveis.
Para a Abrafrutas, ampliar o consumo nos mercados já conquistados é tão importante quanto abrir novos destinos.
— Um dos grandes trabalhos da Abrafrutas, juntamente com a Apex, é buscar novos mercados, promover novos mercados e promover mercados já abertos — afirma Promicia.
Segundo ele, o desafio é fazer com que a fruta brasileira chegue a destinos mais distantes mantendo a mesma qualidade observada nos mercados europeus.
— Nosso papel é trabalhar, buscar parcerias nesses países para que a gente abra esses mercados e cada vez mais a nossa fruta chegue para o mundo inteiro — afirma.









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