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SÃO PAULO (SP) — As forças de segurança do Estado de São Paulo investigam uma ousada investida cibernética do crime organizado contra o Poder Judiciário paulista. Hackers a serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC) obtiveram e utilizaram indevidamente a senha de acesso de uma magistrada no sistema do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para tentar revogar e apagar um mandado de prisão em aberto contra um influente membro da facção.

O alvo da manobra ilícita era a ficha criminal de um homem de confiança da cúpula da facção, apelidado no meio criminoso como “Escorpião”.

Detecção da Fraude e Investigação da Rede Cibernética

A alteração não autorizada no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e nos sistemas internos do TJ-SP acendeu alertas automáticos de segurança e auditoria do tribunal. Ao constatar a inconsistência do despacho — emitido fora de expediente habitual e sem fundamentação nos autos —, o tribunal bloqueou a alteração e restabeleceu a validade do mandado de prisão.

A Polícia Civil e o setor de inteligência do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instauraram inquérito para apurar como a credencial da juíza foi interceptada, investigando hipóteses de ataques de phishing, captura de dados via softwares maliciosos (malware) ou cooptação de terceiros. A apuração busca identificar e prender tanto os programadores responsáveis pela invasão quanto os intermediários do PCC que financiaram o ataque ao sistema judicial.

Jessica Machado
Bacharel em Direito e jornalista, apaixonada por comunicação e por contar histórias que fazem a diferença.

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