BRASÍLIA (DF) — A Justiça manteve a prisão preventiva do investigado acusado de liderar uma organização criminosa focada em golpes através de pirâmide financeira no Entorno do Distrito Federal. O esquema é suspeito de ter movimentado e captado de forma ilícita cerca de R$ 45 milhões.
A decisão atendeu às solicitações do Ministério Público e da Polícia Civil, que destacaram a gravidade dos fatos e o risco de interferência do suspeito nas etapas de coleta de provas e localização de patrimônio ocultado.
O ESQUEMA E O PREJUÍZO ÀS VÍTIMAS
Segundo as investigações, a estrutura criminosa operava atraindo clientes com promessas de retornos financeiros muito acima da média do mercado financeiro tradicional.
Incapaz de sustentar os pagamentos com operações reais, o modelo dependia da entrada contínua de novos investidores para financiar os lucros dos anteriores, até o inevitável colapso e bloqueio de saques. Dezenas de vítimas relataram a perda de economias inteiras acumuladas ao longo da vida.
MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA PREVENTIVA
Ao analisar o pedido de revogação da prisão, o magistrado responsável apontou que a custódia cautelar se faz necessária para a garantia da ordem pública e econômica, além de evitar a fuga do investigado ou a dilapidação dos bens subtraídos das vítimas.
O processo segue em instrução judicial, e as forças de segurança continuam trabalhando na identificação de eventuais coautores e na localização de ativos que possam reembolsar os prejuízos causados aos investidores.









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