A petroquímica Braskem deu entrada em um pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial junto ao Poder Judiciário. O procedimento visa a reestruturação negociada de aproximadamente R$ 12,8 bilhões em obrigações financeiras da companhia.
IMPACTOS DE MACEIÓ E CRISE NO SETOR
A deterioração da estrutura financeira da empresa é resultado da combinação de dois fatores centrais. O primeiro deles refere-se às vultosas indenizações, acordos e ações de reparação relativas ao afundamento do solo em diversos bairros de Maceió (AL), provocado pelas atividades de extração de sal-gema.
Paralelamente, o mercado global de produtos petroquímicos enfrenta uma fase prolongada de baixa nos preços e redução de margens operacionais, pressionando a geração de caixa da empresa ao longo dos últimos trimestres.
NEGOCIAÇÃO E ADESÃO DE CREDORES
Ao optar pela via da recuperação extrajudicial, a Braskem apresentou um plano pré-negociado que já conta com o apoio formal de credores que detêm a maioria do montante das dívidas incluídas na negociação.
O objetivo da reestruturação é adequar o perfil de pagamento dos débitos à capacidade atual de caixa da petroquímica, assegurando a manutenção de suas atividades operacionais e compromissos com fornecedores e clientes.









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