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Na busca pelo emagrecimento ou pela manutenção do peso, trocar produtos convencionais por opções “zero”, “light” ou com poucas calorias tornou-se um hábito frequente. No entanto, nutricionistas alertam que avaliar a qualidade de um alimento apenas pelo seu valor calórico é um erro que pode comprometer a saúde e a nutrição do organismo.

O PERIGO DOS ADITIVOS E A FALTA DE NUTRIENTES

De acordo com especialistas na área de nutrição, a redução de calorias em produtos industrializados geralmente vem acompanhada da adição de aditivos sintéticos. Para manter a textura e o sabor originais, as fabricantes utilizam frequentemente adoçantes, corantes, aromatizantes e conservantes.

Embora o valor calórico do item diminua, a densidade nutricional também é impactada. Alimentos ultraprocessados focados em baixo teor calórico costumam ser pobres em fibras, vitaminas e proteínas. Em contrapartida, alimentos in natura ou minimamente processados que possuem densidade calórica mais elevada — como abacate, azeite de oliva e oleaginosas — oferecem gorduras de boa qualidade e micronutrientes essenciais ao corpo.

IMPACTO NA SACIEDADE E CONSUMO COMPENSATÓRIO

Outro fator determinante levantado pelas profissionais de saúde é a sensação de saciedade. Produtos baixos em calorias, mas desprovidos de fibras e proteínas estruturais, tendem a ser digeridos rapidamente. Isso faz com que a sensação de fome retorne em pouco tempo, podendo levar o indivíduo a compensar consumindo mais refeições ao longo do dia.

COMO AVALIAR ALÉM DAS CALORIAS

Para realizar escolhas mais conscientes no supermercado, a orientação dos especialistas é não se prender unicamente a termos apelativos como “baixo em calorias”, “zero” ou “light”.

Ao analisar as embalagens, os pontos que exigem maior atenção incluem:

 Lista de ingredientes: os primeiros itens listados são os presentes em maior quantidade no produto;

 Tamanho da lista: produtos com nomes muito extensos e termos químicos pouco comuns costumam ser altamente processados;

 Presença de adicionais: observar os níveis de sódio, açúcares ocultos e gorduras trans/saturadas;

 Teor de fibras e proteínas: nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo e para o controle do apetite.

Jessica Machado
Bacharel em Direito e jornalista, apaixonada por comunicação e por contar histórias que fazem a diferença.

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