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MINAS GERAIS — O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação civil pública contra uma faculdade de medicina localizada no estado de Minas Gerais devido à aquisição e uso de cadáveres oriundos do Hospital Colônia de Barbacena durante o século XX.

O HOSPITAL COLÔNIA E A COMERCIALIZAÇÃO DE CORPOS

O Hospital Colônia de Barbacena marcou a história da psiquiatria brasileira por episódios sistemáticos de maus-tratos e graves violações dos direitos humanos, resultando no óbito de mais de 60 mil pessoas ao longo de suas décadas de funcionamento.

As investigações e registros históricos revelam que corpos de pacientes que faleciam na instituição psiquiátrica sem identificação ou reivindicação familiar eram vendidos para faculdades de medicina de diversas regiões para servirem de estudo prático em disciplinas de anatomia.

REPARAÇÃO HISTÓRICA E PEDIDOS À JUSTIÇA

Na ação apresentada à Justiça Federal, o MPF argumenta a necessidade de responsabilização e de reparação moral e histórica em relação ao tratamento dispensado aos restos mortais dos pacientes.

Entre os pedidos formulados pelo órgão ministerial estão a adoção de medidas para a preservação da memória das vítimas, a implementação de acervos informativos sobre os direitos humanos nas instituições e o pagamento de indenizações destinadas a fundos de defesa de direitos coletivos.

Jessica Machado
Bacharel em Direito e jornalista, apaixonada por comunicação e por contar histórias que fazem a diferença.

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