Pico foi registrado no dia 8 de outubro, quando a concentração de material particulado fino (PM2,5) atingiu 235 microgramas por metro cúbico, valor 9,4 vezes superior ao limite seguro recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Especialistas alertam para riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares.
Por Redação do Diário do Povo
Manaus, 20 de outubro de 2026 – A poluição do ar de Manaus (AM) superou em nove vezes o limite máximo seguro de concentração de substâncias na atmosfera, segundo valor de referência previsto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em meio à intensificação das queimadas na Amazônia.
O Pico de Poluição
O pico foi registrado pela estação de monitoramento da qualidade do ar FioAres, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), às 23h do dia 8 de outubro, quando a concentração de material particulado fino (PM2,5) chegou a 235 microgramas por metro cúbico (µg/m³). O valor é 9,4 vezes superior aos 25 µg/m³ utilizados como referência pela OMS.
De acordo com nota técnica do Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz e da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, a qualidade do ar se deteriorou na capital amazonense entre os dias 8 e 10 deste mês. Nesse período, a estação registrou concentrações próximas de 200 µg/m³ nos dias 8 e 9 e de 100 µg/m³ no dia 10.
O Que é o PM2,5
O material particulado fino, conhecido como PM2,5, é formado por partículas sólidas e gotículas líquidas suspensas no ar com diâmetro de até 2,5 micrômetros — cerca de 28 vezes menor que a espessura média de um fio de cabelo humano. A fumaça das queimadas é uma das fontes desse poluente.
Devido ao tamanho reduzido, essas partículas conseguem penetrar profundamente nos pulmões, alcançando os alvéolos pulmonares, podendo chegar ainda à circulação sanguínea.
Riscos à Saúde
Estudos científicos associam a exposição ao PM2,5 ao aumento do risco de doenças respiratórias e cardiovasculares. Entre os efeitos relacionados à poluição estão o agravamento da asma e de outras doenças pulmonares, além de problemas como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
A fumaça das queimadas na Amazônia tem afetado a qualidade do ar em diversas cidades da região, acendendo alerta para a saúde pública e para a necessidade de medidas de combate ao desmatamento e às queimadas ilegais.









Comentários