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Ex-banqueiro do Banco Master afirma à PF e à PGR que repassou o valor ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), para financiar campanhas municipais em Minas Gerais. O relato se soma a outros R$ 20 milhões que ele diz ter pago em 2022, totalizando R$ 40 milhões. O ministro nega as acusações e classifica o caso como “maledicência”.

Por Redação do Diário do Povo

Brasília, 29 de outubro de 2026 – O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter entregado R$ 20 milhões em espécie ao ministro de Minas e Energia do governo Lula, Alexandre Silveira (PSD), para financiar campanhas municipais em Minas Gerais em 2024, por meio de caixa dois.

Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (28), o relato faz parte de uma nova tentativa de firmar um acordo de colaboração premiada. O valor se soma aos R$ 20 milhões que Vorcaro afirma ter repassado à campanha de Silveira ao Senado em 2022, totalizando R$ 40 milhões.

O Relato

De acordo com o ex-banqueiro, o dinheiro de 2024 foi entregue de forma fracionada nas semanas anteriores à eleição. Os recursos teriam como destino campanhas a prefeito em Minas Gerais apoiadas pelo PSD, partido do qual Silveira é o principal articulador político no estado.

Vorcaro atribuiu ao cunhado, o pastor Fabiano Zettel, a disponibilização do dinheiro e apresentou mensagens sobre saques em espécie como elemento de corroboração. Em uma das conversas, Zettel teria perguntado se os valores deveriam ser levados a Belo Horizonte ou a outro destino.

O ex-banqueiro também teria dito não ter recebido contrapartidas diretas do ministro em troca dos recursos, mas buscava manter um bom relacionamento político com Silveira.

A Defesa do Ministro

O ministro Alexandre Silveira nega ter recebido recursos ilegais e classificou as acusações como “maledicência”. Em nota, afirmou que todas as doações recebidas em sua campanha ao Senado em 2022 “foram integralmente realizadas em estrita conformidade com a legislação eleitoral, regularmente declaradas e aprovadas pela Justiça”.

Silveira também criticou a divulgação do conteúdo. “Publicar um suposto conteúdo daquilo que sequer existe — PGR e PF repudiaram propostas de delação — não é jornalismo; é manipulação deliberada”, declarou.

Histórico de Rejeições

As propostas anteriores de delação de Vorcaro foram rejeitadas pela PF e pela PGR, que apontaram omissões nas informações apresentadas. Os órgãos consideraram que o material não trazia fatos novos ou provas suficientes para justificar o acordo de colaboração.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março de 2026, no âmbito da Operação Compliance Zero, e cumpre a prisão no Complexo da Papuda, em Brasília.

O Contexto

A delação de Vorcaro ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o Banco Master e suas relações com o poder público. Em dezembro de 2024, o ex-banqueiro participou de uma reunião com o presidente Lula no Palácio do Planalto, que não constava da agenda oficial da Presidência. O encontro também teve a presença de Silveira, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do então indicado à presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Lula afirmou que a conversa tratou da situação do Banco Master e que disse a Vorcaro que não haveria “posição política pró ou contra” a instituição, apenas uma investigação técnica do Banco Central.

Rodrigo Silva
Estudante de Publicidade e Propaganda focado em Social Media e Marketing Digital. Transformo estratégias de conteúdo, comunicação visual e copywriting em resultados práticos de engajamento e autoridade de marca. Uno o pensamento analítico de performance à visão criativa para desenvolver e potencializar projetos digitais.

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