0

Ação militar foi realizada na noite desta segunda-feira (2), véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Autoridades americanas descrevem a operação como “defensiva” e de pequena escala, em resposta a disparos iranianos contra uma aeronave dos EUA. Trump afirma que um acordo diplomático ainda é possível.

Por Redação do Diário do Povo

Washington, 03 de novembro de 2026 – As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques limitados contra a Ilha de Qeshm, no Irã, na noite desta segunda-feira (2). A informação foi confirmada por autoridades americanas, que descreveram a ação como uma medida “defensiva” e de pequena escala, destinada a proteger ativos dos EUA na região.

Segundo as autoridades, os alvos eram lançadores de mísseis terra-ar e instalações militares na ilha, que é estratégica por sua proximidade com o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de petróleo e gás natural. A operação ocorreu em resposta a disparos de mísseis iranianos contra uma aeronave dos EUA.

O Contexto da Ação

A ofensiva foi realizada na véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3). A ação é a mais recente de uma série de ataques de pequena escala que Washington vinha realizando contra o Irã nas últimas semanas, de forma sigilosa, segundo o Wall Street Journal.

O governo americano negou que se trate de uma retomada de uma guerra em larga escala. Uma autoridade citada pela imprensa afirmou que o ataque não tem a dimensão das operações de combate que a administração vinha cogitando.

A Reação de Trump

O presidente Donald Trump confirmou a ação militar em entrevista à Fox News. “Eles construíram uma instalação antiaérea. Assim que ficou pronta, nós a atingimos”, declarou o republicano, acrescentando que foi um ataque pontual.

Apesar da ofensiva, Trump afirmou que um acordo diplomático com Teerã ainda é possível. Em publicação nas redes sociais, ele escreveu que “os preços do petróleo estão caindo como uma pedra” porque as pessoas sentem que não haverá uma guerra com o Irã, e que o país persa “quer um acordo, o mais rápido possível”.

“De uma forma ou de outra, vamos fazer algo, mas não há pressa. Nós os paralisamos financeiramente. Eles não têm dinheiro, não têm gasolina e seu povo está ficando muito cansado disso”, declarou Trump.

A Versão Iraniana

A agência de notícias estatal iraniana IRNA relatou que cinco explosões foram ouvidas na Ilha de Qeshm, e que moradores locais afirmaram ter visto duas aeronaves sobrevoando a região. Também foram registrados estrondos próximos à cidade portuária de Bandar Lengeh.

Autoridades iranianas alertaram que qualquer novo ataque provocaria uma resposta sem restrições. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, no entanto, afirmou que Teerã permanece disposto a continuar as negociações. “Ninguém se beneficiará desta guerra”, declarou Pezeshkian, acrescentando que seu governo está empenhado em encontrar uma saída para o conflito “por meio do diálogo”.

O Estreito de Ormuz

A Ilha de Qeshm está localizada na entrada do Estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passavam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. A região abriga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante estação de dessalinização.

A ação americana ocorre em um momento de incerteza sobre os rumos do conflito no Oriente Médio. Enquanto os EUA mantêm a opção militar sobre a mesa, o Catar e outros mediadores seguem tentando viabilizar um acordo entre Washington e Teerã.

Rodrigo Silva
Estudante de Publicidade e Propaganda focado em Social Media e Marketing Digital. Transformo estratégias de conteúdo, comunicação visual e copywriting em resultados práticos de engajamento e autoridade de marca. Uno o pensamento analítico de performance à visão criativa para desenvolver e potencializar projetos digitais.

    Você também pode gostar

    Comentários

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Mais em Mundo