Procurador do Ministério Público de São Paulo afirma que aceitaria o convite para comandar um futuro Ministério da Segurança Pública no governo Lula. A criação da pasta foi viabilizada pelo Congresso, mas nenhum convite foi feito até o momento.
Por Redação do Diário do Povo
Brasília, 03 de novembro de 2026 – O procurador Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), afirmou nesta terça-feira (3) que aceitaria ser ministro da Segurança Pública no governo Lula, caso fosse convidado. Segundo ele, porém, nenhum convite foi feito até o momento.
A Criação da Pasta
A declaração de Gakiya foi dada em entrevista à colunista Andreza Matais. A possibilidade de ele assumir o comando de um ministério dedicado exclusivamente à Segurança Pública ganhou força após o Congresso Nacional viabilizar a criação da pasta.
A estruturação de um Ministério da Segurança Pública é uma das prioridades do governo para o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prometeu endurecer o combate ao crime organizado. A pasta centralizaria políticas de combate a facções, controle de armas e integração das forças de segurança.
Quem é Lincoln Gakiya
Lincoln Gakiya ganhou projeção nacional como um dos principais responsáveis pelas investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Atuando no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, o procurador coordenou operações que desarticularam esquemas financeiros e de recrutamento da facção.
Ele também foi responsável por investigações sobre o Banco Master e o esquema de desvios no INSS, que ganharam destaque recentemente. A escolha de um nome com esse perfil técnico seria uma sinalização do governo no enfrentamento ao crime organizado.
O Contexto Político
A possível nomeação de Gakiya ocorre em um momento de pressão por respostas mais duras na área de segurança pública, especialmente após a onda de violência que atingiu o estado de São Paulo em outubro. A criação do ministério e a escolha de um quadro técnico são vistas como uma tentativa de dar maior protagonismo federal ao tema.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de convidar o procurador.









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