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Um vídeo gravado na residência do youtuber João Paulo Manoel, popularmente conhecido como Capitão Hunter, mostra o momento em que ele é surpreendido por policiais civis antes de sua prisão em Santo André, Região Metropolitana de São Paulo. A investigação envolve suspeitas de exploração sexual de menores, estupro de vulnerável e produção de material pornográfico infantil. A ação, realizada por equipes de São Paulo e Rio de Janeiro, resultou na apreensão de celulares, pendrives e computadores no local.

Nas imagens da operação, é possível notar que o ambiente estava desorganizado, com brinquedos da franquia Pokémon espalhados. Durante a abordagem, o influenciador questiona o tratamento recebido pelos policiais e afirma estar disposto a se defender das alegações.

Conhecido por sua presença digital voltada ao público fã de Pokémon, João Paulo tem mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Ele é acusado de solicitar imagens íntimas de menores e até de exibir suas próprias partes íntimas em videochamadas. A principal vítima é uma menina de 13 anos que conheceu João Paulo em eventos relacionados a Pokémon, tendo o primeiro contato quando ela tinha 11 anos. Relatos indicam que o youtuber trocava imagens e realizava chamadas com conteúdo sexual, incentivando as crianças a enviar fotos.

Além disso, o investigado supostamente oferecia produtos colecionáveis da franquia em troca do material. As práticas abusivas teriam ocorrido diversas vezes ao longo de 2023. As apurações também apontam que João Paulo orientava a vítima a apagar mensagens para evitar rastros, evidenciando o cuidado em ocultar as ações ilícitas.

© capitaohunter/Instagra
© capitaohunterInstagra

Cartas escritas à mão pela vítima e pela mãe dela foram encaminhadas ao Ministério Público, denunciando os crimes e pedindo justiça. A vítima relata a manipulação do influenciador, que usava sua influência para ganhar a confiança das crianças e adolescentes, tornando os abusos ainda mais graves.

As investigações continuam para apurar se outras crianças foram vítimas. O material recolhido passará por perícia e o sigilo das comunicações de João Paulo foi quebrado por ordem judicial. Segundo os documentos oficiais, o youtuber é considerado um abusador com alto grau de periculosidade, com um modus operandi que inclui a criação de perfis falsos para atrair e coagir menores.

A defesa do influenciador nega todas as acusações e promete esclarecimentos no momento oportuno.

O Diário do Povo acompanha com atenção casos dessa natureza, que expõem a vulnerabilidade de crianças diante do abuso digital e da influência abusiva na internet. É fundamental que as autoridades atuem rigorosamente para garantir proteção e justiça às vítimas, reforçando a responsabilidade social e ética dos criadores de conteúdo.

Fonte: hugo goss
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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